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Economia

Comércio tem queda na confiança, no investimento e na expansão


A confiança dos empresários do comércio caiu em setembro, com uma retração mais forte entre as empresas de maior porte. Nos negócios com mais de 50 empregados, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), da FecomercioSP, recuou 11,2% em relação a agosto, passando de 105,8 para 93,9 pontos.

O movimento chama a atenção por fugir do padrão, já que as empresas maiores costumam demonstrar mais confiança do que as pequenas. Em agosto, a diferença entre os índices dos dois grupos passava de 11 pontos. Em setembro, ficou abaixo de um ponto, a menor do ano. Entre as pequenas empresas, o recuo foi de 0,9%, de 94,1 para 93,3 pontos.

A piora foi mais acentuada entre as empresas maiores nos três indicadores que compõem o Icec. Na avaliação das condições atuais, a queda chegou a 15,9%, com o índice passando de 78 para 65,6 pontos. Entre as pequenas empresas, a retração foi de 3,3%.

As expectativas para os próximos meses também pioraram entre os negócios de maior porte, com queda de 13%. Já entre as pequenas empresas, o indicador ficou estável. A intenção de investir recuou 5,9% entre as grandes.

Considerando empresas de todos os portes, o Icec caiu 1,1% em setembro, de 94,4 para 93,3 pontos. O resultado interrompeu dois meses consecutivos de alta. Em relação a setembro do ano passado, o índice teve queda de 0,7%.

Condições atuais puxam a queda

O subíndice que mede a percepção dos empresários sobre as condições atuais (Icaec) registrou a maior queda entre os três componentes do Icec, de 3,6%, passando de 69,1 para 66,6 pontos, após dois meses de estabilidade. Na comparação com setembro do ano passado, a queda também foi de 3,6%.

A avaliação das próprias empresas acompanhou essa piora. O indicador caiu 3,6%, de 85,2 para 82,2 pontos. Já a percepção sobre a economia recuou 3,2%, passando de 55 para 53,2 pontos. Com isso, o resultado de agosto, quando houve uma leve melhora, não se manteve.

Já o subíndice de expectativas (Ieec) ficou praticamente estável, em 117,2 pontos, interrompendo uma sequência de três meses de alta. Na comparação anual, o indicador avançou 3%, mostrando que as perspectivas dos empresários para os próximos meses seguem positivas, apesar das incertezas econômicas.

Investimento cai pela oitava vez seguida

O Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec) caiu pelo oitavo mês consecutivo, passando de 96,8 para 96,1 pontos, uma retração de 0,7%. Entre os componentes do índice, apenas a avaliação da situação atual dos estoques melhorou, com alta de 1,3%, de 88,8 para 90 pontos.

Segundo a FecomercioSP, o varejo enfrenta um cenário de alerta, com juros altos, consumidores endividados, crédito caro e margens pressionadas.

Expansão do comércio registra sétima queda consecutiva

O Índice de Expansão do Comércio (IEC), também calculado pela FecomercioSP, caiu 1,6% em setembro, passando de 100,7 para 99,1 pontos, o menor nível desde maio de 2025. Foi a sétima queda mensal consecutiva, igualando a sequência registrada no início da pandemia, entre dezembro de 2019 e julho de 2020. A recessão de 2014 e 2015 teve uma série mais longa, de 11 meses. Na comparação com setembro do ano passado, o índice recuou 1,9%.

O Índice de Expectativa para Contratação de Funcionários (ECF) perdeu força em setembro, com queda de 1,4%, de 114 para 112,4 pontos. Apesar do recuo mensal, o indicador está 4,5% acima do nível registrado no mesmo período do ano passado.

Já o Índice de Nível de Investimento das Empresas (NIE) caiu 2%, passando de 87,5 para 85,8 pontos. Foi a oitava retração mensal consecutiva, a sequência mais longa desde o início da série histórica, em 2011. O indicador também permanece há 22 meses abaixo dos 100 pontos, na segunda sequência mais longa nesse patamar, atrás apenas do período entre 2014 e 2021, que durou 95 meses. Na comparação com setembro do ano passado, a queda foi de 9,2%.

Imagem: Envato 



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