{"id":1724,"date":"2026-10-25T17:10:34","date_gmt":"2026-10-25T20:10:34","guid":{"rendered":"https:\/\/bomdiacidade.com.br\/adamantina\/2026\/10\/25\/na-infraestrutura-uma-carteira-bilionaria-de-projetos-e-sem-files-a-espera-do-novo-presidente\/"},"modified":"2026-10-25T17:10:34","modified_gmt":"2026-10-25T20:10:34","slug":"na-infraestrutura-uma-carteira-bilionaria-de-projetos-e-sem-files-a-espera-do-novo-presidente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bomdiacidade.com.br\/adamantina\/2026\/10\/25\/na-infraestrutura-uma-carteira-bilionaria-de-projetos-e-sem-files-a-espera-do-novo-presidente\/","title":{"rendered":"Na infraestrutura, uma carteira bilion\u00e1ria de projetos (e sem &#8220;fil\u00e9s&#8221;) \u00e0 espera do novo presidente"},"content":{"rendered":"<p><br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"resumo_title\">\n                        <b>Ler o resumo da mat\u00e9ria<\/b><i class=\"fa fa-angle-down\"\/>\n                    <\/p>\n<div class=\"resumo\">\n<p>O vencedor da disputa presidencial enfrentar\u00e1 desafios na infraestrutura, incluindo a necessidade de atrair investidores para projetos com menor viabilidade econ\u00f4mica em rodovias, saneamento e aeroportos. A agenda inclui destravar ferrovias e resolver gargalos no setor de energia, especialmente na transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio dos Transportes planeja 11 leil\u00f5es rodovi\u00e1rios em 2027, com investimentos de quase R$ 55 bilh\u00f5es. A continuidade dos projetos \u00e9 essencial, e novas modelagens, como PPPs e concess\u00f5es light, podem facilitar a atra\u00e7\u00e3o de capital. No saneamento, tr\u00eas projetos regionais est\u00e3o previstos. A carteira ferrovi\u00e1ria prev\u00ea R$ 160 bilh\u00f5es em investimentos, com leil\u00f5es programados. No setor portu\u00e1rio, o leil\u00e3o do Tecon 10 \u00e9 uma prioridade, e nos aeroportos, a inclus\u00e3o de terminais regionais nas concess\u00f5es existentes ser\u00e1 um desafio.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p class=\"small-text\">\n                        * Resumo gerado por intelig\u00eancia artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed\n                    <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p>O vencedor da disputa presidencial encontrar\u00e1 velhos e novos desafios na infraestrutura no primeiro ano de mandato. Em rodovias, saneamento e aeroportos, ser\u00e1 preciso atrair investidores a projetos com menor viabilidade econ\u00f4mica, ap\u00f3s parte dos mais disputados j\u00e1 ter ido a leil\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas ferrovias e nos portos, a tarefa ser\u00e1 destravar a agenda. No setor de energia, que tem caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, o destaque s\u00e3o os gargalos de transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, as rodovias ganharam protagonismo na agenda de concess\u00f5es, com 25 leil\u00f5es realizados desde 2023 e mais quatro previstos at\u00e9 o fim do ano, segundo o balan\u00e7o do Minist\u00e9rio dos Transportes.<\/p>\n<p>Para 2027, a pasta apresentou uma carteira de 11 certames federais, com quase R$ 55 bilh\u00f5es em investimentos ao longo dos contratos. S\u00e3o nove novas concess\u00f5es e duas otimiza\u00e7\u00f5es contratuais.<\/p>\n<p>&#8220;O setor de infraestrutura \u00e9 como um navio transatl\u00e2ntico: demora a ganhar tra\u00e7\u00e3o, mas, depois que ganha, vai embora embalado&#8221;, diz Ronei Glanzmann, CEO da MoveInfra.<\/p>\n<p>O executivo avalia que a continuidade dos projetos deve ser prioridade, independentemente do resultado eleitoral. A pr\u00f3xima gest\u00e3o, por\u00e9m, ter\u00e1 de viabilizar rodovias com perfil diferente do de grandes corredores j\u00e1 concedidos, como a R\u00e9gis Bittencourt e a Fern\u00e3o Dias.<\/p>\n<p>Ainda assim, a entrada de investidores regionais e o financiamento por deb\u00eantures est\u00e3o entre os fatores que podem ajudar a atrair capital para os projetos, segundo Glanzmann.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Paulo Pessoa, advogado especialista em direito p\u00fablico e s\u00f3cio do Toledo Marchetti Advogados, ressalta que parte das oportunidades depender\u00e1 de mudan\u00e7as nos modelos de contrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil \u00e9 muito extenso e tem espa\u00e7o para projetos rodovi\u00e1rios, mas \u00e9 preciso pensar em modelagens diferentes&#8221;, diz Pessoa.<\/p>\n<p>Entre as possibilidades na mesa est\u00e3o as parcerias p\u00fablico-privadas (PPPs), os aportes p\u00fablicos para financiar obras espec\u00edficas e as chamadas &#8220;concess\u00f5es light&#8221;, voltadas \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o e a interven\u00e7\u00f5es pontuais, com menor exig\u00eancia de investimentos em duplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2><strong>Saneamento e energia no radar<\/strong><\/h2>\n<p>No saneamento, os projetos previstos para 2027 incluem as PPPs de esgoto de Goi\u00e1s e do Rio Grande do Norte, que somam R$ 10,3 bilh\u00f5es em investimentos, segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas de Saneamento (Abcon). J\u00e1 o Bloco D de Alagoas \u00e9 esperado para o pr\u00f3ximo ano ou o seguinte.<\/p>\n<p>Christianne Dias, diretora-presidente da Abcon, destaca dois desafios para 2027: viabilizar a nova rodada de leil\u00f5es e assegurar a execu\u00e7\u00e3o dos investimentos j\u00e1 contratados. Para isso, considera essenciais a seguran\u00e7a jur\u00eddica, respeito aos contratos, condi\u00e7\u00f5es adequadas de financiamento e regras claras na implementa\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n<p>&#8220;Concess\u00f5es de longo prazo n\u00e3o podem ser revistas a cada mudan\u00e7a de governo sem comprometer a previsibilidade e prejudicar a popula\u00e7\u00e3o que aguarda os servi\u00e7os&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>A prepara\u00e7\u00e3o desses projetos ocorre em um cen\u00e1rio de juros elevados, ap\u00f3s disputas sem propostas, como a de Rond\u00f4nia. Os compromissos j\u00e1 assumidos por grandes operadores tamb\u00e9m entram na conta.<\/p>\n<p>&#8220;Com capital comprometido e financiamento mais caro, \u00e9 natural que as empresas examinem novas oportunidades com maior rigor&#8221;, diz Carlos Lebelein, economista e s\u00f3cio da LMDM Consultoria.<\/p>\n<p>Em um setor que exige investimentos elevados e recupera o capital ao longo de d\u00e9cadas, Lebelein v\u00ea o BNDES como uma fonte relevante. No entanto, ressalta que a universaliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m depender\u00e1 do mercado de capitais e de investidores privados.<\/p>\n<p>&#8220;O pr\u00f3ximo governo poder\u00e1 mudar as prioridades do saneamento, mas n\u00e3o poder\u00e1 mudar a matem\u00e1tica dos contratos&#8221;, afirma Lebelein.<\/p>\n<p>&#8220;Investimentos precisam ser financiados, riscos precisam ser remunerados e tarifas precisam ser sustent\u00e1veis&#8221;, complementa o economista.<\/p>\n<p>Se no saneamento ainda \u00e9 preciso ampliar o atendimento, na energia o desafio \u00e9 aproveitar a oferta dispon\u00edvel. &#8220;Na infraestrutura necess\u00e1ria para a produ\u00e7\u00e3o de energia, mais do que superamos as nossas necessidades. O gargalo ficou na conex\u00e3o entre consumo e produ\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Victor Hugo Iocca, diretor de Energia El\u00e9trica da Abrace Energia.<\/p>\n<p>A amplia\u00e7\u00e3o da rede tamb\u00e9m est\u00e1 na agenda de 2027. A Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) prepara uma disputa para abril, com quase R$ 13 bilh\u00f5es em investimentos estimados e previs\u00e3o de incluir, pela primeira vez, baterias na transmiss\u00e3o. O governo tamb\u00e9m pretende licitar o Bipolo Nordeste 2 para ampliar o escoamento da gera\u00e7\u00e3o renov\u00e1vel do Nordeste para o Centro-Sul.<\/p>\n<p>&#8220;Existe muita demanda para novos leil\u00f5es de transmiss\u00e3o&#8221;, afirma Iocca. O problema, ressalta, \u00e9 o prazo: novos empreendimentos podem levar de cinco a sete anos para entrar em opera\u00e7\u00e3o, enquanto as necessidades da ind\u00fastria s\u00e3o mais imediatas.<\/p>\n<p>Para Luiz Barroso, CEO da PSR, aproveitar a disponibilidade de energia potencialmente competitiva tamb\u00e9m exige rever subs\u00eddios, melhorar os sinais de pre\u00e7o e incorporar o risco clim\u00e1tico ao planejamento. O objetivo \u00e9 transformar essa oferta em vantagem para atrair atividades como data centers, minera\u00e7\u00e3o, fertilizantes e manufatura.<\/p>\n<p>&#8220;Ser\u00e1 necess\u00e1rio &#8216;cortar na carne&#8217; e eliminar os subs\u00eddios existentes que j\u00e1 cumpriram a sua fun\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma. Na avalia\u00e7\u00e3o de Barroso, esses benef\u00edcios encarecem as tarifas e distorcem as decis\u00f5es de gera\u00e7\u00e3o e consumo.<\/p>\n<h2><strong>Agendas para destravar<\/strong><\/h2>\n<p>A carteira ferrovi\u00e1ria do Minist\u00e9rio dos Transportes re\u00fane R$ 160 bilh\u00f5es em investimentos previstos para a execu\u00e7\u00e3o dos projetos. S\u00e3o oito propostas de concess\u00e3o, al\u00e9m de autoriza\u00e7\u00f5es e terminais. Quatro concess\u00f5es t\u00eam leil\u00e3o previsto para 2027: Anel Ferrovi\u00e1rio do Sudeste, Malha Oeste, Ferrogr\u00e3o e Corredor Leste\u2013Oeste.<\/p>\n<p>Pessoa v\u00ea nos projetos ferrovi\u00e1rios uma oportunidade para a pr\u00f3xima gest\u00e3o, depois das posterga\u00e7\u00f5es da agenda. Glanzmann ressalta, por\u00e9m, a dificuldade de financiar obras de alto custo antes do in\u00edcio da opera\u00e7\u00e3o e da gera\u00e7\u00e3o de receita.<\/p>\n<p>No setor portu\u00e1rio, uma das principais pend\u00eancias \u00e9 o leil\u00e3o do Tecon 10, projeto de um novo terminal de cont\u00eaineres no Porto de Santos. A disputa \u00e9 cercada por diverg\u00eancias sobre as regras de participa\u00e7\u00e3o e as restri\u00e7\u00f5es a empresas que j\u00e1 operam terminais no porto.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do Tecon 10, o CEO da MoveInfra aponta o projeto do terminal de S\u00e3o Sebasti\u00e3o e a contrata\u00e7\u00e3o definitiva da opera\u00e7\u00e3o de Itaja\u00ed como prioridades.<\/p>\n<p>Nos aeroportos, Glanzmann inclui entre as expectativas para 2027 a repactua\u00e7\u00e3o de Viracopos e a continuidade do Programa Ampliar. A iniciativa busca incorporar aeroportos regionais \u00e0s concess\u00f5es de grandes terminais, como ocorreu com Gale\u00e3o e Congonhas e est\u00e1 previsto para Bras\u00edlia em dezembro.<\/p>\n<p>Com os grandes aeroportos j\u00e1 concedidos, o desafio ser\u00e1 negociar a inclus\u00e3o dos regionais nos contratos existentes. &#8220;Isoladamente \u00e9 muito dif\u00edcil, porque a viabilidade desses aeroportos \u00e9 muito baixa&#8221;, diz o executivo.<\/p>\n<div class=\"bloco-canais-social\" style=\"display: none;\">\n<h2 class=\"title\">Siga o Neofeed nas redes e tenha mais informa\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<\/div><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/neofeed.com.br\/economia\/na-infraestrutura-uma-carteira-bilionaria-de-projetos-e-sem-files-a-espera-do-novo-presidente\/\">Fonte Link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ler o resumo da mat\u00e9ria O vencedor da disputa presidencial enfrentar\u00e1 desafios na infraestrutura, incluindo a necessidade de atrair investidores para projetos com menor viabilidade econ\u00f4mica em rodovias, saneamento e aeroportos. 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