{"id":1728,"date":"2026-10-25T21:30:46","date_gmt":"2026-10-26T00:30:46","guid":{"rendered":"https:\/\/bomdiacidade.com.br\/adamantina\/2026\/10\/25\/lula-la-pela-quarta-vez-para-governar-um-pais-pressionado\/"},"modified":"2026-10-25T21:30:46","modified_gmt":"2026-10-26T00:30:46","slug":"lula-la-pela-quarta-vez-para-governar-um-pais-pressionado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bomdiacidade.com.br\/adamantina\/2026\/10\/25\/lula-la-pela-quarta-vez-para-governar-um-pais-pressionado\/","title":{"rendered":"Lula l\u00e1 pela quarta vez para governar um pa\u00eds pressionado"},"content":{"rendered":"<p><br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>Bras\u00edlia &#8211; <\/strong>A in\u00e9dita vit\u00f3ria de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) no segundo turno das elei\u00e7\u00f5es de 2026 pode ter renovado seu capital pol\u00edtico em um novo governo, mas tamb\u00e9m dar\u00e1 lugar, rapidamente, a uma dura ressaca matem\u00e1tica no Pal\u00e1cio do Planalto, complicada por um Congresso de perfil ainda mais conservador.<\/p>\n<p>Ao conquistar seu quarto mandato, o presidente herda uma m\u00e1quina p\u00fablica com escassa margem de manobra: com 91,7% das despesas prim\u00e1rias travadas por gastos obrigat\u00f3rios e a meta de entregar um super\u00e1vit efetivo de R$ 18,6 bilh\u00f5es em 2027, o espa\u00e7o para novos investimentos \u00e9 virtualmente nulo.<\/p>\n<p>Para especialistas ouvidos pelo <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/c\/neofeedbrasil\"><strong>NeoFeed<\/strong><\/a>, a governabilidade de Lula 4 n\u00e3o ser\u00e1 testada apenas na articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica com o Congresso &#8211; mais identificado com a direita -, mas na capacidade de reequilibrar uma equa\u00e7\u00e3o tripla e sufocante: restri\u00e7\u00e3o fiscal, o avan\u00e7o do crime organizado sobre a economia formal e a acelera\u00e7\u00e3o dos impactos clim\u00e1ticos sobre a infraestrutura do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o fiscal ocupa o centro dessa equa\u00e7\u00e3o. Melhorar a seguran\u00e7a, prevenir desastres e ampliar os investimentos exige recursos. Recuperar a capacidade de investir, por sua vez, passa por rever a qualidade do gasto e abrir espa\u00e7o em um or\u00e7amento dominado por despesas obrigat\u00f3rias.<\/p>\n<p>O projeto de Or\u00e7amento enviado pelo governo ao Congresso prev\u00ea, para 2027, um super\u00e1vit prim\u00e1rio efetivo de R$ 18,6 bilh\u00f5es, considerando todas as receitas e despesas prim\u00e1rias, sem os descontos permitidos na apura\u00e7\u00e3o da meta fiscal. Na proposta, as despesas obrigat\u00f3rias representam 91,7% do total das despesas prim\u00e1rias. A margem para acomodar novas prioridades \u00e9 estreita.<\/p>\n<p>E al\u00e9m do mais, as urnas ainda elegeram um Legislativo federal mais inclinado \u00e0 direita do que na \u00faltima legislatura: apenas no Senado, o PL, partido de Fl\u00e1vio Bolsonaro e de sua fam\u00edlia, conquistou 19 novas cadeiras, se tornando a partir de 2027 a maior bancada da Casa, com 28 senadores no total.<\/p>\n<p>Para Felipe Salto, economista da consultoria Warren Rena, o principal desafio econ\u00f4mico do pr\u00f3ximo governo \u00e9 a quest\u00e3o fiscal. Em sua avalia\u00e7\u00e3o, o Brasil n\u00e3o enfrenta uma situa\u00e7\u00e3o de insolv\u00eancia ou uma repeti\u00e7\u00e3o das crises de hiperinfla\u00e7\u00e3o e d\u00edvida externa das d\u00e9cadas de 1980 e 1990. O problema est\u00e1 na qualidade do gasto e na necessidade de construir uma trajet\u00f3ria de recupera\u00e7\u00e3o das contas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>\u201cPara resolver isso, temos que ter uma melhora das expectativas e para isso \u00e9 preciso ter compromisso maior com a responsabilidade fiscal. Ele existe hoje, \u00e9 verdade, mas precisamos de um plano de recupera\u00e7\u00e3o fiscal, para sair de d\u00e9ficit para um super\u00e1vit\u201d, diz Salto ao <strong>NeoFeed<\/strong>.<\/p>\n<p>O economista defende que a busca por um super\u00e1vit prim\u00e1rio \u2014 o resultado das contas antes do pagamento dos juros da d\u00edvida \u2014 n\u00e3o deveria ocorrer \u201cda noite para o dia\u201d, sob o risco de provocar uma recess\u00e3o. Sua proposta \u00e9 um ajuste gradual, com um plano fiscal encaminhado e aprovado pelo Congresso j\u00e1 em 2027.<\/p>\n<p>Entre os pontos que merecem aten\u00e7\u00e3o, ele cita os benef\u00edcios tribut\u00e1rios, as despesas previdenci\u00e1rias e as emendas parlamentares. A discuss\u00e3o, em sua avalia\u00e7\u00e3o, precisa avan\u00e7ar das regras para as medidas capazes de melhorar o resultado das contas.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 perda de tempo discutir regra fiscal. Isso \u00e9 uma grande bobagem. Precisa \u00e9 ajustar o arcabou\u00e7o [fiscal, do governo Lula]. Nada radical\u201d, afirma Salto.<\/p>\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o fiscal tamb\u00e9m deveria devolver ao Estado capacidade de planejamento e investimento, argumenta o economista. Na infraestrutura, ele v\u00ea um n\u00edvel insuficiente de aplica\u00e7\u00e3o de recursos para preservar e ampliar os ativos do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cOs investimentos novos em infraestrutura hoje n\u00e3o rep\u00f5em nem a deprecia\u00e7\u00e3o dos ativos. Ent\u00e3o tem que abrir espa\u00e7o no or\u00e7amento para investimento p\u00fablico em infraestrutura\u201d, diz Salto.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das contas do governo, o pr\u00f3ximo presidente ter\u00e1 de lidar com as contas das fam\u00edlias. Salto considera que programas de renegocia\u00e7\u00e3o, como o Desenrola, s\u00e3o insuficientes para enfrentar o endividamento sem mudan\u00e7as nas condi\u00e7\u00f5es que levam os consumidores a acumular d\u00edvidas.<\/p>\n<p>Ele defende juros menores, redu\u00e7\u00e3o dos spreads banc\u00e1rios \u2014 a diferen\u00e7a entre o custo de capta\u00e7\u00e3o dos bancos e a taxa cobrada dos clientes \u2014 e regras mais restritivas para determinadas modalidades de concess\u00e3o de cr\u00e9dito. O desafio \u00e9 evitar que a renegocia\u00e7\u00e3o seja apenas uma etapa antes de um novo ciclo de endividamento.<\/p>\n<h2>Seguir o dinheiro do crime<\/h2>\n<p>Na seguran\u00e7a p\u00fablica, a press\u00e3o por respostas tamb\u00e9m exigir\u00e1 capacidade de coordena\u00e7\u00e3o. O avan\u00e7o do crime organizado para diferentes atividades econ\u00f4micas amplia o desafio para al\u00e9m do policiamento e demanda uma atua\u00e7\u00e3o que alcance o financiamento das organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cO primeiro [desafio] \u00e9 o crime organizado, que se tornou mais complexo, ampliou sua presen\u00e7a em diferentes setores da economia e exige uma resposta nacional mais coordenada\u201d, afirma Melina Risso, diretora de pesquisa do Instituto Igarap\u00e9, ao <strong>NeoFeed<\/strong>. \u201cPrecisamos alcan\u00e7ar o andar de cima dessas cadeias: quem financia, quem organiza e quem se beneficia dos neg\u00f3cios criminosos.\u201d<\/p>\n<p>A especialista ressalta que problemas como homic\u00eddios, roubos e controle territorial por grupos criminosos permanecem, enquanto o uso do ambiente digital abre novas frentes de atua\u00e7\u00e3o para o crime. Essa combina\u00e7\u00e3o exige preparar as institui\u00e7\u00f5es para amea\u00e7as que mudam mais rapidamente do que a capacidade de resposta do poder p\u00fablico.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, h\u00e1 uma transforma\u00e7\u00e3o em curso: cada vez mais, a criminalidade utiliza o ambiente digital. Isso demanda novas capacidades dos profissionais de seguran\u00e7a e n\u00e3o estamos avan\u00e7ando na velocidade necess\u00e1ria\u201d, diz ela.<\/p>\n<p>Para Risso, o Pa\u00eds precisa de uma pol\u00edtica de Estado com continuidade, coordena\u00e7\u00e3o nacional e capacidade de acompanhar essas mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>Seguir o dinheiro implica melhorar a regula\u00e7\u00e3o dos setores explorados por organiza\u00e7\u00f5es criminosas, fortalecer a preven\u00e7\u00e3o e o combate \u00e0 lavagem de dinheiro, inclusive o Coaf, e integrar a atua\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m exige impedir que o sistema prisional continue servindo \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Essa agenda aproxima a seguran\u00e7a p\u00fablica da pol\u00edtica econ\u00f4mica. O combate ao crime passa pela capacidade de identificar neg\u00f3cios usados para movimentar recursos il\u00edcitos e alcan\u00e7ar os agentes que sustentam essas cadeias.<\/p>\n<p>Risso defende a recria\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Seguran\u00e7a P\u00fablica como uma estrutura para articular preven\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia, integra\u00e7\u00e3o de dados, forma\u00e7\u00e3o dos profissionais e uso cont\u00ednuo de intelig\u00eancia. A cria\u00e7\u00e3o de uma pasta, por\u00e9m, precisa vir acompanhada de condi\u00e7\u00f5es para executar essa agenda.<\/p>\n<p>\u201cUma pasta exclusiva pode dar mais centralidade pol\u00edtica ao tema e fortalecer essa capacidade de coordena\u00e7\u00e3o. Mas o resultado depende das atribui\u00e7\u00f5es, dos recursos e da capacidade de implementa\u00e7\u00e3o que ela ter\u00e1. \u00c9 essa capacidade que pode fazer diferen\u00e7a na seguran\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A especialista tamb\u00e9m considera que os avan\u00e7os n\u00e3o podem ficar condicionados somente \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o da PEC da Seguran\u00e7a, proposta enviada pelo governo Lula ao Congresso &#8211; o Senado fez uma tentativa de votar o tema nas semanas anteriores ao segundo turno das elei\u00e7\u00f5es, mas diverg\u00eancias entre governo e oposi\u00e7\u00e3o em torno da redu\u00e7\u00e3o da maioridade penal adiaram a discuss\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA prioridade precisa ser melhorar a pol\u00edtica de seguran\u00e7a p\u00fablica e a capacidade de coordena\u00e7\u00e3o nacional. N\u00e3o podemos tratar sua aprova\u00e7\u00e3o [da PEC] como uma condi\u00e7\u00e3o para come\u00e7ar a avan\u00e7ar. J\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel fazer muita coisa com o marco constitucional e legal que temos hoje.\u201d<\/p>\n<h2>Preparar o Pa\u00eds para o clima<\/h2>\n<p>A capacidade de prevenir desastres e responder a seus efeitos ser\u00e1 outra cobran\u00e7a sobre o pr\u00f3ximo governo. As enchentes no Rio Grande do Sul, as secas na Amaz\u00f4nia e os inc\u00eandios no Pantanal expuseram as consequ\u00eancias humanas e econ\u00f4micas de um Pa\u00eds vulner\u00e1vel a eventos extremos.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o aparece tamb\u00e9m nas expectativas dos eleitores. Pesquisa da Ipsos encomendada pelo Observat\u00f3rio do Clima mostrou que 91% dos entrevistados consideram importante que os candidatos apresentem propostas para enfrentar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Para 85%, a crise clim\u00e1tica j\u00e1 afeta o cotidiano; 79% entendem que o combate ao problema deve ser prioridade mesmo que implique custos econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>A cobran\u00e7a coloca uma quest\u00e3o pr\u00e1tica para o novo mandato: como transformar essa prioridade em planejamento, recursos e capacidade de execu\u00e7\u00e3o. A adapta\u00e7\u00e3o envolve decis\u00f5es sobre infraestrutura, ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio, preven\u00e7\u00e3o e resposta a emerg\u00eancias, com participa\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o, dos estados e dos munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Outra frente \u00e9 a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. Depois da COP30, realizada em Bel\u00e9m em 2025, a presid\u00eancia brasileira da confer\u00eancia passou a elaborar um mapa do caminho internacional para a transi\u00e7\u00e3o para longe dos combust\u00edveis f\u00f3sseis. A iniciativa busca orientar a\u00e7\u00f5es concretas e identificar barreiras, riscos e condi\u00e7\u00f5es para esse processo.<\/p>\n<p>Para o pr\u00f3ximo governo, essa agenda se soma \u00e0 necessidade de preparar o Pa\u00eds para impactos que j\u00e1 ocorrem. O desafio ser\u00e1 incorporar a preven\u00e7\u00e3o \u00e0s escolhas de investimento e or\u00e7amento, em vez de concentrar a resposta na reconstru\u00e7\u00e3o depois dos desastres.<\/p>\n<p>Contas p\u00fablicas, seguran\u00e7a e clima cobrar\u00e3o decis\u00f5es que disputam recursos e exigem coordena\u00e7\u00e3o entre institui\u00e7\u00f5es. A vit\u00f3ria eleitoral dar\u00e1 ao presidente o mandato para faz\u00ea-las. O resultado de sua gest\u00e3o depender\u00e1 das prioridades que conseguir financiar e executar.<\/p>\n<p>Suely Ara\u00fajo, coordenadora de pol\u00edticas p\u00fablicas do Observat\u00f3rio do Clima, entende que o Pa\u00eds acertou em conceber um \u201cPlano Clima\u201d ap\u00f3s discuss\u00f5es nos \u00faltimos tr\u00eas anos, mas que \u00e9 complexo de implementar.<\/p>\n<p>\u201cO governo federal n\u00e3o tem recursos suficientes para o que est\u00e1 planejado, isso \u00e9 reconhecido. Precisa assegurar a articula\u00e7\u00e3o com os governos subnacionais, notadamente nas a\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o. Precisa inserir a iniciativa privada nesse desafio tamb\u00e9m\u201d, pondera ela.<\/p>\n<p>\u201cA implementa\u00e7\u00e3o correta do Plano Clima precisa ser prioridade, e incluir tamb\u00e9m medidas mais ambiciosas no setor de energia do que as estabelecidas no plano nacional. Necessitamos ter medidas efetivas de afastamento dos combust\u00edveis f\u00f3sseis, n\u00e3o apenas narrativas.\u201d<\/p>\n<p>Suely defende ainda que o pr\u00f3ximo governo mantenha o controle de desmatamento, que teve avan\u00e7os no terceiro mandato do presidente Lula segundo ela, e fomente a recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas degradadas por meio do plantio de vegeta\u00e7\u00e3o nativa.<\/p>\n<p>Para ela, o Brasil comete uma \u201ccontradi\u00e7\u00e3o\u201d em sua agenda do clima ao optar pela grande expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo em plena crise clim\u00e1tica. Ela argumenta que essa expans\u00e3o n\u00e3o \u00e9 direcionada ao abastecimento interno, sendo que metade da produ\u00e7\u00e3o nacional do combust\u00edvel f\u00f3ssil \u00e9 exportada.<\/p>\n<p>\u201cO petr\u00f3leo exportado para a China n\u00e3o entra na conta do Brasil, mas quando queimado contribuir\u00e1 para o aquecimento global da mesma forma. Nosso pa\u00eds tem optado pela adi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, no lugar da substitui\u00e7\u00e3o, e isso merece questionamento do ponto de vista da pol\u00edtica clim\u00e1tica. Tomara que o governo realmente se empenhe em elaborar um Mapa do Caminho para o afastamento dos combust\u00edveis consistente\u201d, pondera.<\/p>\n<p>\u201cMas o pa\u00eds precisa tamb\u00e9m reduzir, e logo, suas emiss\u00f5es no setor de transportes. Os biocombust\u00edveis podem e devem funcionar como um caminho, mas necessitam ser asseguradas todas as salvaguardas poss\u00edveis para que erros do passado n\u00e3o repitam\u201d, ressalva.<\/p>\n<h2>Sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O \u201cTodos Pela Educa\u00e7\u00e3o\u201d elaborou um conjunto de propostas e sugest\u00f5es na \u00e1rea para todos os candidatos a presidente nessas elei\u00e7\u00f5es de 2026. Intitulado \u201cDois Movimentos, Uma S\u00f3 Agenda\u201d, o documento elenca quatro prioridades defendidas pela entidade para os pr\u00f3ximos quatro anos (2027-2030): pol\u00edticas docentes, com foco na forma\u00e7\u00e3o inicial; recomposi\u00e7\u00e3o das aprendizagens; reestrutura\u00e7\u00e3o das avalia\u00e7\u00f5es nacionais de aprendizagem; e educa\u00e7\u00e3o integral em tempo integral.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil pode \u2013 e deve \u2013 se tornar uma refer\u00eancia global em educa\u00e7\u00e3o entre pa\u00edses de grande escala, de renda m\u00e9dia e marcados por alta diversidade e desigualdade. Essa \u00e9 a ambi\u00e7\u00e3o desta agenda\u201d, diz o estudo.<\/p>\n<p>O estudo aponta que, apesar de avan\u00e7os recentes, sobretudo no acesso e na trajet\u00f3ria escolar, o Pa\u00eds ainda enfrenta desafios estruturais, com baixos n\u00edveis de aprendizagem e desigualdades persistentes. Diante desse cen\u00e1rio, o documento prop\u00f5e uma nova agenda para a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica brasileira, com pol\u00edticas e foco na aprendizagem e desenvolvimento integral dos estudantes.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil re\u00fane hoje condi\u00e7\u00f5es reais de dar um salto na qualidade da educa\u00e7\u00e3o, mas isso depende das decis\u00f5es e prioridades de quem estiver \u00e0 frente do pa\u00eds. O sucesso da agenda educacional da pr\u00f3xima d\u00e9cada depender\u00e1 menos da multiplica\u00e7\u00e3o de novas pol\u00edticas e mais da capacidade do pa\u00eds de implement\u00e1-las com qualidade, consist\u00eancia, continuidade e escala\u201d, observou Priscila Cruz, presidente-executiva do Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o, antes das elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O estudo prop\u00f5e tanto a continuidade a pol\u00edticas j\u00e1 bem-sucedidas, como a pol\u00edtica nacional de alfabetiza\u00e7\u00e3o, como sugere \u201cmudan\u00e7as estruturais\u201d em \u00e1reas que ainda limitam o avan\u00e7o educacional e a ado\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00f5es \u00e0 altura dos desafios contempor\u00e2neos.<\/p>\n<p>O documento tamb\u00e9m prop\u00f5e que temas externos \u00e0 escola, como a proibi\u00e7\u00e3o do uso de redes sociais por menores de 16 anos e o enfrentamento dos impactos da crise clim\u00e1tica nas redes de ensino, passem a integrar a agenda educacional do pa\u00eds.<\/p>\n<p>J\u00e1 na seara da sa\u00fade, os desafios da gest\u00e3o do recurso p\u00fablico racionalmente bem empregado num pa\u00eds de dimens\u00f5es continentais permanecem latentes, diz Ana Malik, especialista da FGV em gest\u00e3o da sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil \u00e9 um pa\u00eds muito grande e desigual. Tem lugares onde a demanda em termos de doen\u00e7as infecto-contagiosas ainda \u00e9 grande, j\u00e1 outros lugares onde oncologia e doen\u00e7as cardiovasculares e respirat\u00f3rias j\u00e1 aparecem em primeiro lugar\u201d, disse ela ao <strong>NeoFeed<\/strong>, lembrando que \u00e9 preciso haver uma distribui\u00e7\u00e3o mais racional de m\u00e9dicos e profissionais da sa\u00fade pelo Pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cNada disso \u00e9 feito sem dinheiro e tamb\u00e9m n\u00e3o podemos desperdi\u00e7ar. Tem muito exame desnecess\u00e1rio no Pa\u00eds. E as necessidades em sa\u00fade s\u00e3o praticamente infinitas. As pessoas que envelhecem demandam mais, por exemplo. Ent\u00e3o o governo precisa usar o dinheiro de uma maneira mais inteligente. N\u00e3o pode em 2027 usar o recurso de sa\u00fade como se usava em 1997, porque a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Durante a campanha, o presidente Lula prometeu incluir as canetas emagrecedoras para tratamento de obesidade no rol de atendimentos do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). \u201cSe voc\u00ea assume que a obesidade \u00e9 um problema de sa\u00fade p\u00fablica, as canetas t\u00eam a sua indica\u00e7\u00e3o. O que n\u00e3o d\u00e1 \u00e9 pra pegar a caneta para caber no vestido de casamento\u201d, lembra Malik.<\/p>\n<div class=\"bloco-canais-social\" style=\"display: none;\">\n<h2 class=\"title\">Siga o Neofeed nas redes e tenha mais informa\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<\/div><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/neofeed.com.br\/poder\/lula-la-pela-quarta-vez-para-governar-um-pais-pressionado\/\">Fonte Link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bras\u00edlia &#8211; A in\u00e9dita vit\u00f3ria de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) no segundo turno das elei\u00e7\u00f5es de 2026 pode ter renovado seu capital pol\u00edtico em um novo governo, mas tamb\u00e9m dar\u00e1 lugar, rapidamente, a uma dura ressaca matem\u00e1tica no Pal\u00e1cio do Planalto, complicada por um Congresso de perfil ainda mais conservador. Ao conquistar seu [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1729,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[3153,3152,598,813,34,719,3154,351,1535],"class_list":["post-1728","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia","tag-governar","tag-la","tag-lula","tag-pais","tag-para","tag-pela","tag-pressionado","tag-quarta","tag-vez"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bomdiacidade.com.br\/adamantina\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1728","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bomdiacidade.com.br\/adamantina\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bomdiacidade.com.br\/adamantina\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bomdiacidade.com.br\/adamantina\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bomdiacidade.com.br\/adamantina\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1728"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bomdiacidade.com.br\/adamantina\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1728\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bomdiacidade.com.br\/adamantina\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1729"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bomdiacidade.com.br\/adamantina\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1728"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bomdiacidade.com.br\/adamantina\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1728"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bomdiacidade.com.br\/adamantina\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1728"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}