{"id":846,"date":"2026-09-09T15:24:19","date_gmt":"2026-09-09T18:24:19","guid":{"rendered":"https:\/\/bomdiacidade.com.br\/adamantina\/2026\/09\/09\/apos-crescer-na-energisa-voltz-quer-virar-a-fintech-de-outras-utilities\/"},"modified":"2026-09-09T15:24:19","modified_gmt":"2026-09-09T18:24:19","slug":"apos-crescer-na-energisa-voltz-quer-virar-a-fintech-de-outras-utilities","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bomdiacidade.com.br\/adamantina\/2026\/09\/09\/apos-crescer-na-energisa-voltz-quer-virar-a-fintech-de-outras-utilities\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s crescer na Energisa, Voltz quer virar a fintech de outras utilities"},"content":{"rendered":"<p><br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"resumo_title\">\n                        <b>Ler o resumo da mat\u00e9ria<\/b><i class=\"fa fa-angle-down\"\/>\n                    <\/p>\n<div class=\"resumo\">\n<p>A Voltz, fintech da Energisa, busca expandir sua atua\u00e7\u00e3o para outras empresas de utilities, aproveitando a expertise adquirida nos \u00faltimos cinco anos.<\/p>\n<p>Originalmente criada para bancarizar consumidores de baixa renda, a fintech agora planeja oferecer infraestrutura financeira e tecnol\u00f3gica, al\u00e9m de modelagem e precifica\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito para utilities menores.\u00a0A Voltz j\u00e1 est\u00e1 em conversas com potenciais clientes e acredita estar pronta para atuar em um mercado emergente.<\/p>\n<p>Em 2023, a fintech reestruturou suas opera\u00e7\u00f5es, focando em cr\u00e9dito e servi\u00e7os financeiros, e registrou um crescimento significativo em receita e Ebitda. A empresa atende 2,7 milh\u00f5es de clientes da Energisa mensalmente e v\u00ea oportunidades de expans\u00e3o, especialmente no seguro prestamista e na antecipa\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, est\u00e1 ampliando sua infraestrutura de arrecada\u00e7\u00e3o para outras empresas do grupo. Martinelli destaca que a Voltz tem um diferencial na an\u00e1lise de cr\u00e9dito, atendendo consumidores tradicionalmente mal avaliados.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p class=\"small-text\">\n                        * Resumo gerado por intelig\u00eancia artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed\n                    <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p>A Voltz decidiu abrir o port\u00e3o e conhecer as oportunidades fora de casa. A fintech quer transformar a expertise constru\u00edda nos \u00faltimos cinco anos dentro do grupo Energisa\u00a0em uma nova frente de crescimento.<\/p>\n<p>Criada originalmente para bancarizar consumidores de baixa renda por meio de uma conta digital, a empresa se prepara para oferecer o <em>know-how<\/em> adquirido a outras empresas de utilities, deixando de ser apenas uma estrutura financeira voltada ao ecossistema da Energisa.<\/p>\n<p>\u201cA provoca\u00e7\u00e3o do grupo foi: a gente est\u00e1 fazendo isso t\u00e3o bem dentro de casa, vamos levar para fora\u201d, afirma Thiago Martinelli, diretor-presidente da Voltz, ao <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/c\/neofeedbrasil\"><strong>NeoFeed<\/strong><\/a>. \u201cA proposta de ir para fora \u00e9 pensar na pertin\u00eancia do crescimento da empresa.\u201d<\/p>\n<p>O plano \u00e9 oferecer infraestrutura financeira e tecnol\u00f3gica e, principalmente, a capacidade de modelar e precificar cr\u00e9dito que desenvolveu para utilities m\u00e9dias e menores. N\u00e3o est\u00e1 prevista a oferta de financiamento aos clientes dessas empresas com recursos da fintech.<\/p>\n<p>A tese \u00e9 que uma opera\u00e7\u00e3o interna de cr\u00e9dito e antecipa\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis pode gerar mais margem do que simplesmente contratar bancos ou fintechs terceiras, al\u00e9m de melhorar a arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cQuando voc\u00ea tem um produto interno e opera com um capital de giro atrav\u00e9s de um FIDC ou um capital estruturado pr\u00f3prio, a margem fica toda em casa\u201d, diz Martinelli.<\/p>\n<p>Com esse argumento, a empresa est\u00e1 h\u00e1 cerca de quatro meses em conversas com potenciais clientes e j\u00e1 considera que est\u00e1 pronta para atuar em um mercado nascente, no qual a CPFL come\u00e7a a atuar, diante da experi\u00eancia que adquiriu nos \u00faltimos seis anos.<\/p>\n<p>A Voltz surgiu em 2020, em meio \u00e0 onda de cria\u00e7\u00e3o de fintechs, para bancarizar a popula\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas de suas distribuidoras \u2014 a companhia conta com 11 distribuidoras, em Estados como Minas Gerais, Para\u00edba e Sergipe, com forte atua\u00e7\u00e3o fora dos grandes centros.<\/p>\n<p>Em 2023, a fintech passou por uma reestrutura\u00e7\u00e3o, encerrando a opera\u00e7\u00e3o de conta digital para se concentrar em cr\u00e9dito e servi\u00e7os financeiros ligados ao ecossistema da Energisa.<\/p>\n<p>A fintech tem hoje quatro principais frentes. Para pessoas f\u00edsicas, oferece parcelamento de contas de energia e o seguro prestamista, que cobre algumas faturas em caso de imprevistos, como perda de emprego.<\/p>\n<p>Para pessoas jur\u00eddicas, atua na antecipa\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis de fornecedores da Energisa e no financiamento de capital de giro para empresas contratadas para executar obras de expans\u00e3o da rede.<\/p>\n<p>A Voltz j\u00e1 apresenta resultados para a Energisa, ainda que represente uma fra\u00e7\u00e3o dos resultados da companhia, um dos principais nomes do setor el\u00e9trico, com valor de mercado de R$ 25,1 bilh\u00f5es.<\/p>\n<figure id=\"attachment_234576\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 150px\"><figcaption class=\"wp-caption-text\"><em>Thiago Martinelli, diretor-presidente da Voltz<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>No primeiro semestre, a fintech registrou receita de R$ 26 milh\u00f5es, alta de 54% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado \u2014 a receita l\u00edquida ajustada da Energisa foi de R$ 14,6 bilh\u00f5es. O Ebitda da Voltz cresceu 141%, na mesma base de compara\u00e7\u00e3o, para R$ 11 milh\u00f5es, resultando em um retorno sobre o patrim\u00f4nio (ROE) de 36% nos \u00faltimos 12 meses.<\/p>\n<p>Martinelli destaca que um dos diferenciais da Voltz est\u00e1 justamente na capacidade de analisar clientes que tradicionalmente s\u00e3o mal avaliados pelos modelos convencionais de cr\u00e9dito, ao levar em conta n\u00e3o apenas informa\u00e7\u00f5es dos bir\u00f4s de cr\u00e9dito, mas tamb\u00e9m o comportamento do consumidor na rela\u00e7\u00e3o com a utility.<\/p>\n<p>Cerca de 70% dos consumidores para os quais a Voltz parcela contas de energia est\u00e3o negativados no mercado. Ainda assim, a fintech afirma ter uma perda sobre a carteira inferior a 2%.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s aprendemos a modelar e ofertar cr\u00e9dito para quem precisa e, muitas vezes, n\u00e3o tem acesso a ele no mercado. Esse \u00e9 o modelo de neg\u00f3cio que temos discutido para implementar em outras utilities\u201d, diz Martinelli.<\/p>\n<h2>Crescimento em casa<\/h2>\n<p>Al\u00e9m da estrat\u00e9gia de expans\u00e3o externa, Martinelli v\u00ea espa\u00e7o significativo para crescimento dentro do pr\u00f3prio grupo.<\/p>\n<p>A fintech atende atualmente cerca de 2,7 milh\u00f5es de clientes da Energisa por m\u00eas, considerando pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas, e aproximadamente 30% da arrecada\u00e7\u00e3o das contas de energia do grupo passa pela plataforma. A Voltz opera sua pr\u00f3pria estrutura de funding, inclusive por meio de FIDC &#8211; cujo tamanho n\u00e3o foi revelado.<\/p>\n<p>Uma das oportunidades de expans\u00e3o est\u00e1 no seguro prestamista. O servi\u00e7o tem cerca de 270 mil clientes, diante de uma base de aproximadamente 9 milh\u00f5es de consumidores da Energisa. Considerando refer\u00eancias de mercado de at\u00e9 40% de penetra\u00e7\u00e3o, o executivo v\u00ea um universo potencial de quase 5 milh\u00f5es de clientes.<\/p>\n<p>No segmento corporativo, a Voltz v\u00ea espa\u00e7o para avan\u00e7ar na antecipa\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis, cujo volume passou de R$ 22 milh\u00f5es em 2020 para R$ 1,6 bilh\u00e3o em 2025.<\/p>\n<p>Um dos projetos \u00e9 o financiamento de obras relacionadas \u00e0 gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda. Em fase piloto, a proposta \u00e9 financiar investimentos que uma empresa precisa fazer para adaptar sua infraestrutura e migrar para uma solu\u00e7\u00e3o de gera\u00e7\u00e3o de energia que reduza sua conta mensal, diluindo o custo da obra ao longo do contrato.<\/p>\n<p>A fintech tamb\u00e9m est\u00e1 ampliando a infraestrutura de arrecada\u00e7\u00e3o para outras empresas do grupo Energisa. O pr\u00f3ximo movimento envolve a oferta de Pix para a ES G\u00e1s, distribuidora de g\u00e1s do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Com a oferta de servi\u00e7os a terceiros e as oportunidades de expans\u00e3o dentro da base da Energisa, a tend\u00eancia \u00e9 que a Voltz ganhe espa\u00e7o dentro do grupo.<\/p>\n<p>Martinelli n\u00e3o revela proje\u00e7\u00f5es de receita para os pr\u00f3ximos cinco ou dez anos, uma vez que n\u00e3o pode divulgar guidance, mas afirma que o planejamento \u00e9 \u201cbem ambicioso\u201d e que os n\u00fameros projetados est\u00e3o muito distantes do patamar atual. \u201cFact\u00edvel, mas bem ambicioso\u201d, afirma.<\/p>\n<div class=\"bloco-canais-social\" style=\"display: none;\">\n<h2 class=\"title\">Siga o Neofeed nas redes e tenha mais informa\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<\/div><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/neofeed.com.br\/negocios\/apos-crescer-na-energisa-voltz-quer-virar-a-fintech-de-outras-utilities\/\">Fonte Link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ler o resumo da mat\u00e9ria A Voltz, fintech da Energisa, busca expandir sua atua\u00e7\u00e3o para outras empresas de utilities, aproveitando a expertise adquirida nos \u00faltimos cinco anos. 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